O besouro pousa no umbigo
escala a barriga
tateando as cegas
contorna os pêlos
zunindo
balançando as antenas
sob o peito
para
observa a vista
tal um pôr do sol
atinge a garganta
arranha com as pequenas garras
a jugular
momento de tensão
beira o abismo da boca
contorna
quase caí sobre a língua
com um sopro
o atiro no chão.
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