A casa é velha
Ela conversa com cada um de nós
As madeiras rangem
Cupins cochicham
Portas batem
Ela respira devagar
A noite aspira
O dia expira
Não há luz na casa
É casa vazia
Casa catedral
Com altar, nicho
Catacumba, vitral
Nos corredores, pó e escuridão
Muitas portas
Muitas escolhas
Madeira e mofo
Perfume de passado sem luz
Os retratos observam os visitantes
Sérios, austeros
Não vou ser retrato
Eles não envelhecem
Não morrem, não vivem
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