Com a caneta em guarda
Fico tamborilando a impaciência
Sobre a mesa
O gato ronrona, espreguiça
Provoca enroscando-se nas pernas
A poesia não nasce
Não cresce, fica a se revolver no ventre
Será que já é tempo?
O que é o tempo?
O tic-Tac do relógio?
Não, o tempo é como poesia
Do caldo metafisico cristalizado
Ela nasce
De cada gota de areia
Cada grão de chuva
Vontade adormecida
Vento estático
Verso errático
Inércia na tempestade
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário