sexta-feira, 7 de março de 2008

Através da vidraça
O tempo anda em câmera lenta
Os galhos sacolejam apaixonados
Vez ou outra um carro passa
Alguém cruza apressado
Mácula no tempo
Leve irritação
Mas tudo volta ao ritmo
No céu os pássaros não tem pressa
E até o vira-lata esquece de existir

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