quinta-feira, 6 de março de 2008

A chuva cai, o vento corta pelo lado
Desabafo das nuvens
Suspiro gelado
O céu, um sombrio alaranjado perfeito
Salpicado por véus de algodão
Escuta!
O farfalhar das árvores
O gotejar das folhas
Cada passo estala no tímpano
O asfalto, um rio negro estático
Fecho os olhos
Pé ante pé
Recordo tudo que foi deixado
O corpo molhado, derrotado
Carrega a Saudade
Palavra limpa em alma suja

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