Ele morreu, morreu de amor antigo. Andava pela rua quando foi atingido. O primeiro lhe perfurou o tímpano. O segundo, em cheio no coração. Rodopiou sobre as pernas, emborcou, estatelando-se no chão.
Alguém gritou: - Bala Perdida!
Antes fosse, não teria doido tanto. Mais certo que bala, palavra. Em rajadas, verso. Palavra perdida, que sem o alvo não encontrou saída. E mortal verso, sem lugar definido, tornou-se um solitário verso.
Verso de amor perdido.
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