sexta-feira, 7 de março de 2008

Como pássaro, vôo contra o vento
Estou pleno de desejos, alegrias
Fúrias, medos
As perguntas não faço
Deixo que se construam
Não aparo a chuva
Observo as gotas caírem
Não a beijo
Que nossos lábios se fundam à vontade das águas
Que nossos corpos se toquem ao estalar das chamas
Bebo todo o café
Como toda a carne
Embriago-me a cada verso
E no seu sono
Contemplo a imagem do silêncio

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