quarta-feira, 19 de março de 2008

Meus olhares sempre silenciosos
percorriam tua figura
em busca de uma incoerência altiva
um espasmo de incerteza,
algo que te fizesse fraca.
Te observava enquanto cochilava na banheira,
arrumava o cabelo ou semi-nua lia sentada na varanda.
Certa vez te olhava enquanto tomava café
mexia a colher mirando o nada.
Derrepente esboçou um sorriso com o canto da boca.
Olhei para a direita e percebi,
eras tu que me olhava através do espelho.

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